Arquivo de setembro \14\UTC 2010

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set
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Eu quis olhar pra trás, mas não olhei. Só o fiz quando não havia mais nada para ser visto. A porta se fora, a árvore, o prédio, a moça. E então eu parei, me virei e olhei pra trás como quem se despede de si mesmo. Eu deixava pra trás um pedaço de mim que me deu colo, sorriso e foi tudo o que eu sempre quis. Fui nadando até em casa. Foi tanta maré que já estou até ébrio de água salgada. Inútil tentar entender um sentido em tudo isso. Medo de ser feliz? Talvez. É bem mais fácil estar na merda pra chorar e reclamar de tudo do que assumir que a vida é doce e se entregar à felicidade. Mas será tudo? É que o pássaro nasceu pra ser livre e voar. Mas até o pássaro que é pássaro não é capaz de voar debaixo d’água.




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