Arquivo de agosto \18\UTC 2010

18
ago
10

Eu por ela

Faz muito tempo que não posto nada por aqui mas hoje, para quebrar o silêncio, me deparei com algo que me deu vontade de escrever.
Peço licença, pois pela primeira vez postarei um texto de alguém presente em minha vida que também escreve. Escreve alguma coisa boba pelo celular ou alguma lágrima inevitável que, por sua vez, descreve uma rota. Ainda que de encontro à maré, me guia.
Que a gente não sabe ou não quer andar, talvez por ser difícil e requerir mudanças, talvez por não ter a ajuda-mãe de atravessar a rua. Aos poucos vai-se vendo que é simples e fácil, basta ter atenção nos seus limites e na maré que vem como um obstáculo. Rápida e intimidante, mas  inofensiva quando se deixa passar e a observa do lado de lá da sarjeta.

“Como não lembraria… A gente vive correndo do tempo, horas para que passe mais rápido, horas mais devagar, e se pega com a maluca função de calendário ou relógio, para registrar marcos, voltar no tempo e fazer dele um misto de passado, presente e futuro.
Hoje é muito importante, sem apelo à data, mas foi num dia 17 que pude descobrir o Fellipe e conhecê-lo ao longo de intervalos de 17′s e de sentir saudade.
Te falo que tentar não foi a coisa mais fácil do mundo, mas certamente a mais correta, e não por querer marcar o tempo ou por viver lembranças, que estão a todo instante me cutucando, que se fazem lembrar – sim, das quais você possui ajuda de forças maiores – mas porque os encontros ainda são mágicos, pelo fato de estar com você tudo tornar- se mais colorido, expressão mais infantil no entanto altamente explicativa.
Eu sigo em frente por sentir vontade…
Vontade de mais uma vez sorrir com você, dançar com você, ir a lugares malucos com você ou simplesmente sentar horas num sofá para conversar coisas sobre o mundo, sobre Maira, sobre Fellipe, vontade de abraços intermináveis.
Ainda preocupo com você, de longe, ainda me vejo, as vezes, brigando com o tempo, igual uma teimosa.
Teimosa que sou com tudo o que quero que esteja presente na minha vida.
Obrigada, Fellipe, por perceber a necessidade de tentar e tentar comigo, de alguma forma, porque tão pouco adiantaria a minha teimosia sozinha.
Obrigada, de alguma forma, não me deixar te esquecer… desde o momento que o conheci e o que o tornou muitíssimo especial, tão único, tão Fellipe.
Obrigada por ainda dar ao tempo vontade de seguir, enquanto houver mágica, graça.
Gosto realmente de você, com a sinceridade de uma garotinha de 17 anos, mas com a força de uma mulher de 23.
Que haja mais 17 motivos, 17′s no mês, 17 dias, 17 minutos…
Que seja eterno enquanto dure.”




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