Arquivo de 17 junho, 2010

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2 Meses

Que não há o que temer. Nem o tempo nem o metro jantaram conosco ainda. A estrada está viva e o que a mantém assim é a certeza do abraço. Que durante algum tempo foi uma incógnita mas tornou-se certo após a segunda vez.
Você me deu mais do que razão. Me deu pressa e paciência, me ensinou o abraço, me fez pela primeira vez não temer o futuro e se hoje eu quero estar presente em minha vida agradeço muito a você. Que me deu o topo e alguns milhares de habitantes, luzes, estrelas. Me deu colo, berço. Que me deu algumas páginas de boas risadas e hoje está presente em minha cabeceira. Me é assunto e motivo de orgulho por onde eu vou.
E o que eu te dei? Algumas melodias por fazer, timidez de um menino e força. Força para não chorar quando em teu colo você me disse que eu não poderia ter aparecido em hora melhor.
E você me deu vida.
Hoje eu acredito e sei que posso me amar em alguém, e não é qualquer biscate de motel com o ego ferido que vai me convencer do contrário. Deixo as mentiras rolarem e não me importo mais em provar o que não foi. Hoje só me importo com um julgamento, e sei que você está longe de se deixar levar por qualquer coisa do tipo. Cada um sabe do que é e não sou eu quem vai perder o sono essa noite.
Porque ainda há muito o que sonhar. Dormindo ou não.




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