Hoje quando entrei na internet me lembrei de acessar o canal do PC Siqueira, que está sempre atualizado com vídeos engraçados que tratam do cotidiano. Sempre acompanho seus vídeos pois me identifico muito com seu modo de pensar e hoje duas atualizações me chamaram mais a atenção.
Descobri que, assim como eu, ele também é Ateu (não acredita em deus). Nos vídeos (que na verdade é um só dividido em duas partes) ele defende muito bem nossa causa.
Tenho pouco a falar por ele ter citado quase todos os meus “álibis”, mas gostaria de acrescentar que a principal razão pela qual eu não acredito em deus é acreditar que os acontecimentos da nossa vida são frutos dos nossos atos. Se hoje me der vontade de xingar todo mundo e sair por aí falando verdades pra quem eu achar que devo, vou colher como fruto a apatia de muita gente. Mas se por um acaso eu acordar de bom humor e resolver dar “bom dia” aos vizinhos, vou ter como retribuição uma relação no mínimo amigável com as pessoas. E eu não vejo deus nisso tudo. Não vejo razão em acreditar em quem afirma com toda a certeza de que há alguém superior a nós que criou a injustiça, a dor e que sabe tudo o que vai acontecer, as decisões que tomaremos, e que mesmo assim nós as tomamos por conta própria, como que pra completar um espaço neste enredo todo.
Se há mesmo o certo e o errado, o bem e o mal, e se este ser é assim tão superior, por que ele não dá a todos as mesmas oportunidades? Por que há a desigualdade?
Uma das maiores ‘armas’ usadas por aqueles que crêem em deus é perguntar “de onde veio o mundo, então?”, e quando, obviamente, o ateu diz não ter uma resposta, eles se julgam superiores por achar que conhecem-na.
Uma outra coisa que os religiosos dizem muito é “no que acreditar senão em deus?”. Eu digo que acredito nas pessoas (mais do que elas merecem), em seus amores e desejos, em seus medos e apegos, em seus atos.
Finalizo ressaltando a parte em que o PC disse algo a respeito de ser muito mais fácil, hoje em dia, acreditar em deus por ter as respostas prontas em sua mão, não te obrigando a no mínimo pensar nelas por conta própria.
Mas enfim, respeito quem tem qualquer religião. Essa é a minha opinião e exijo respeito também.
Divagações sobre Religião, Política e Futebol – Parte 1
Divagações sobre Religião, Política e Futebol – Parte 2
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