Arquivo de maio \24\UTC 2010

24
mai
10

Discussão sobre religiosidade.

Hoje quando entrei na internet me lembrei de acessar o canal do PC Siqueira, que está sempre atualizado com vídeos engraçados que tratam do cotidiano. Sempre acompanho seus vídeos pois me identifico muito com seu modo de pensar e hoje duas atualizações me chamaram mais a atenção.
Descobri que, assim como eu, ele também é Ateu (não acredita em deus). Nos vídeos (que na verdade é um só dividido em duas partes) ele defende muito bem nossa causa.
Tenho pouco a falar por ele ter citado quase todos os meus “álibis”, mas gostaria de acrescentar que a principal razão pela qual eu não acredito em deus é acreditar que os acontecimentos da nossa vida são frutos dos nossos atos. Se hoje me der vontade de xingar todo mundo e sair por aí falando verdades pra quem eu achar que devo, vou colher como fruto a apatia de muita gente. Mas se por um acaso eu acordar de bom humor e resolver dar “bom dia” aos vizinhos, vou ter como retribuição uma relação no mínimo amigável com as pessoas. E eu não vejo deus nisso tudo. Não vejo razão em acreditar em quem afirma com toda a certeza de que há alguém superior a nós que criou a injustiça, a dor e que sabe tudo o que vai acontecer, as decisões que tomaremos, e que mesmo assim nós as tomamos por conta própria, como que pra completar um espaço neste enredo todo.
Se há mesmo o certo e o errado, o bem e o mal, e se este ser é assim tão superior, por que ele não dá a todos as mesmas oportunidades? Por que há a desigualdade?
Uma das maiores ‘armas’ usadas por aqueles que crêem em deus é perguntar “de onde veio o mundo, então?”, e quando, obviamente, o ateu diz não ter uma resposta, eles se julgam superiores por achar que conhecem-na.
Uma outra coisa que os religiosos dizem muito é “no que acreditar senão em deus?”. Eu digo que acredito nas pessoas (mais do que elas merecem), em seus amores e desejos, em seus medos e apegos, em seus atos.
Finalizo ressaltando a parte em que o PC disse algo a respeito de ser muito mais fácil, hoje em dia, acreditar em deus por ter as respostas prontas em sua mão, não te obrigando a no mínimo pensar nelas por conta própria.
Mas enfim, respeito quem tem qualquer religião. Essa é a minha opinião e exijo respeito também.

Divagações sobre Religião, Política e Futebol – Parte 1

Divagações sobre Religião, Política e Futebol – Parte 2

17
mai
10

Um mês.

Obrigado por um mês com gostinho de uma hora, um ano, uma vida.
Obrigado pelo abraço, pelo traço.
Obrigado pelos carinhos que eu e mais ninguém entende. E não importa se pra eles é pouca-vergonha ou libido alta.
Obrigado pela lua e pelo sorvete de morango.
Obrigado por me trazer de volta, eu não aguentava mais essa viagem.
Obrigado por me conhecer, eu já não sabia mais onde me encontrar.
Obrigado por estar aqui pra me ouvir dizer que essas nossas despedidas estão cada dia mais azedas, eu tenho medo de acordar de madrugada precisando de você.
Mas toda essa saudade se converte em paixão e demonstrações de afeto quando você sobe ou desce alguma escada. Prova disso é que mesmo no banco da praça, na fila do sorvete ou nas festas estranhas com gente esquisita eu fui feliz. Que eu não preciso ter pra onde olhar quando há você. Eu não preciso ter o que escutar quando você me diz que será preciso muitos sábados para escrever nossa história.
Porque um mês é um milésimo de segundo da música que eu nunca ousei compor.
E que ainda hoje ninguém escuta, mas há de estourar.

13
mai
10

Disfunção mental

A disfunção mental, assim como a erétil, tem como sintomas principais a incapacidade da mente de se manter ereta tempo suficiente para uma penetração e a falta de ejaculação.
Penetração mental trata-se da envergadura do indivíduo ao se comunicar com mentes alheias, tanto do sexo oposto quanto do análogo.
A ejaculação mental caracteriza-se pelo ápice do prazer alcançado em situações diversas e sua incapacidade deve-se tanto a fatores orgânicos como psicológicos. Do contrário do que a maioria dos indivíduos que possuem disfunção mental pensa, ela pode ser causada principalmente por fatores psicológicos.
Há muitos casos em que o portador dessa disfunção não assume ou não considera a hipótese de possuí-la, o que pode acarretar em uma agravação do problema.
Disfunção mental tem cura em grande parte das ocorrências, e o tratamento pode ser feito com sessões em psicólogos (em casos superficiais) ou até a base de psiquiatria e medicamentos (em casos agravados).
Do contrário da disfunção erétil, a disfunção mental é transmissível, uma vez que os indivíduos se comunicam através da mente e podem transmitir e manipular mensagens.
Além deste fator biológico, nota-se ainda que portadores da disfunção mental tendem a encontrar dificuldades sociais em relacionamentos afetivos (amigos, namorados, parentes) e podem ter problemas até na carreira.
Os disfuntos mentais têm como curiosa característica a facilidade de se relacionar entre si, uma vez que pertencem ao mesmo nível racional. Quando em bando, tais enfermos tendem a procriar a espécie, e essa função é empenhada tanto pelo macho quanto pela fêmea do grupo. Alguns deles possuem características parasitas e transmitem o vírus através de um verme hospedeiro.
Por estes sintomas, a disfunção mental é considera mais nociva que a erétil, apesar de ser pouco divulgada hoje em dia.
O grupo de risco desta anomalia não difere classe social, racial, escolaridade, sexo e nem faixa etária: os indivíduos mais aptos a adquirirem a enfermidade são os menos racionais.
O papel do indivíduo mentalmente ativo é a precaução ao ter relações mentais com portadores da doença. Estudos comprovam que quanto maior a racionalidade do indivíduo, menos provável é a possibilidade de ocorrer uma relação com um disfunto e menor ainda são as chances de ser hóspede do parasita, mas isso não exclui a possibilidade de adquirir o vírus.
Portanto, disfunção mental é um assunto sério que exige cuidado
Disfunção mental tem cura e prevenção.
Fique atento, não seja um broxa! 

12
mai
10

Aleluia

10
mai
10

Menos e mais

Eu jurava a mim mesmo que não ia nem tocar nesse assunto pra não interferir no meu relacionamento com algumas pessoas, mas devido às circunstâncias dos fatos vou ter que comentar. Não da forma que queria mas um pouco mais sutil justamente por pensar nas pessoas que citei (me perguntem depois que eu explico o ocorrido).

De manhã eu acordei feliz e com saudades. Na hora do almoço eu fiquei desgraçado da cabeça de raiva, estava decido a xingar muito no twitter hoje, mas pensei um pouco e percebi que não estou levando muito a sério uma frase que eu tenho como filosofia de vida ultimamente: as coisas têm a importância que você dá a elas. Não é justo, então, eu pôr a perder todo esse momento frufru pelo qual estou passando por conta de intriguinhas de um bando de chaves-de-cadeia linguarudas.
Estão dizendo por aí que eu não fui o bastante, que deixei a desejar e eticéteras, então porque diabos ainda estão no meu pé? Na minha terra se esquece e evita quem deixou a desejar e foi desagradável. Mas o que é mais engraçado nisso tudo é a forma como as pessoas são mascaradas e os fatos se contradizem:
1) Vou conversar com meu amigo de desabafo e contar pra ele o que eu realmente sinto, pois sei que ele não vai falar pra ninguém;
2) Vou conversar com meus amigos de baixaria, contar um monte de lorota fiada, que em pouco tempo eles espalham por aí, fazem um bololô. Estes sim são amigos de verdade.

É fácil inventar uma desculpa pra satisfazer o ego e quando olhar no espelho tentar a qualquer custo se convencer de que está por cima. É fácil encarnar esse papel. Difícil mesmo é ter peito pra assumir o que foi e é.
O que me deixa puto de raiva e ao mesmo tempo me dá pena é saber que hoje em dia é fora de moda ter amor-próprio. Se você tem, você é errado e vira motivo de chacota. Hoje em dia está certo quem se vende a qualquer preço e te abraça com a maldade de uma faca na mão, tecendo um enredo pra gritar na praça no primeiro descuido que você der.

Mas, antes que eu perdesse por completo a esperança nas pessoas, me surge uma estrela bem no fim do túnel, no melhor momento possível. Eu a vi de noite e nem em meio a lasers e piscas-piscas você se ofuscou. O brilho que você tinha era o brilho dos meus olhos, era uma escultura de tudo o que eu vinha buscando mas desisti de cansaço. Era um lamento de quem não tinha mais ego pra buscar amor, mas quando você puxou papo eu me senti um moleque de onze anos, estático, sem saber como agir.
Desde aí eu sou saudade, e entre um sábado ou outro sou moleque de novo. Foi engraçado o que senti anteontem: uma palpitação, coração acelerado, falta de ar. Eu não soube me conter, não soube agir, o que dizer. Você escreve a cada dia um novo sentido e uma história que eu realmente não desejo que termine em decepções. É como se tudo o que houve antes de você não existisse mais.
Me ensine a dançar, a te amar, a beijar.
Eu devo a você meu peito estufado.
Nada disso me corrói mais, é tudo mentira, eu nem estava lá. Nada disso aconteceu, porque nada foi sincero. Eu sou virgem, sou casto, eu me guardei pra você.
Hoje eu acordei e vi alguém que há muito tempo eu não via.

08
mai
10

Hoje eu sou maior.
Que as intrigas e tristezas que me cercam, que os bichos-de-pé, que uma ou outra ameaça e essas provocações, que a autoflagelação. E nada disso vai me dar azia. Hoje não.
Hoje eu não me importo com nada do que dizem por aí e tenho a maior paciência do mundo com esses pequenos. Hoje eu tenho dez milhões de amigos e dez milhões de razões para sorrir. Hoje eu tenho dez milhões de sonetos pra você e dez milhões de estrelas. Hoje eu tenho uma.
Hoje a saudade ainda aperta, mas desde ontem não me sinto tão só. Hoje cai uma lágrima de alegria, das dez milhões que eu ainda vou regar.
Hoje eu peço dez milhões de desculpas e te entrego dez milhões de pedidos e razões pra ficar. Eu tenho dez milhões de lugares pra mostrar, e hoje eu tenho uma.

Hoje é o segundo sábado dos dez milhões que eu quero te contar que mesmo quando eu não sabia de você, fui dez milhões de vezes melhor pra te mostrar.

Prepara esse vestido, mulher, que hoje eu sou maior.

02
mai
10

Desabafo 2

É que eu não consigo deixar “entrar por um lado e sair por outro”.
Contem para todos os seus amigos da MERDA de ser humano que eu sou. Façam isso.
Liguem para os seus amigos dizendo o quanto me querem fora de suas vidas. Façam isso.
Continuem achando que eu não dou a mínima pra vocês e que esta situação está uma delícia para mim. Achem isso.
Mas que se danem vocês e seus amigos, que nada do que vocês façam pode ser pior do que eu me fiz.
Não há nada mais doloroso que essa gagueira, esses ensaios para as mais cotidianas conversas, perguntas.
Falem do quanto querem desistir de tudo e me mandar à merda. Mas saibam que eu me desejo isso todos os dias, com mais intensidade e sinceridade. Ah, se vocês esperassem de mim um terço do que eu espero…

Eu convivo com o medo desde que me conheço por gente (e se for pra me encher o saco dizendo que me faço de vítima, poupe seu tempo e comece a fazê-lo agora, antes de terminar de ler), o medo da morte da minha mãe com a chave de casa, o medo da minha mãe, o medo da insanidade, o medo da grade, o medo dos amigos, o medo dos advogados, o medo do meu pai, o medo de dizer, o medo da minha madrasta, o medo de não ser amado, o medo de dizer, o medo do futuro, o medo de amar, o medo do apego e de ser sozinho, o medo do futuro. O medo do futuro. O medo de chegar ao futuro com medo do passado.
O medo de assumir que a culpa e a mudança pertencem a mim, e mais medo ainda de mudar.
Medo do grito. Seu e meu.
Mas por favor, insiram nesse grito alguma coisa diferente do que eu já sei. Um bosta. UM BOSTA, UM BOSTA, UM BOSTA, UM BOSTA, UM BOSTA, UM BOSTA. O que mais? Alguma novidade ou eu já posso ir pro meu canto ranger os dentes projetando um grito, um prato quebrado, uma fuga?
Porque tanto medo de amar assim? Por saber que é a única coisa que pode mudar tudo isso? Não me sinto amado nem por mim nem por ninguém.
E vocês vêm dizer que eu preciso mudar. Para quê? Aonde quer que eu vá não me sinto bem.
Mas eu não culpo vocês por essa situação. Eu também faço merdas, umas atrás das outras, mas o que me irrita mesmo é que vocês têm a coragem de me jogar na cara, eu não.
Eu não me importo com nada que não seja do meu interesse, e quando consigo, vejo que eu mal sei o que é do meu interesse. Meu interesse é ser feliz, mas eu não sigo o caminho da felicidade por quê? Meu interesse é fazer vocês felizes, mas eu não o consigo por quê? Porque eu sempre deixo as coisas por resolver? Porque eu sempre espero as coisas serem resolvidas pelos outros?
Eu preciso da sua ajuda. Hoje, seus gritos não me levam a lugar nenhum. Eles não me falam nada que eu ainda não saiba. Então, por favor, não me venham com lero-lero. Ou me ajudam ou botam pra foder de uma vez.




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